domingo, 30 de dezembro de 2012

2012: Um ano cheio de altos e baixos, mudanças, mas que sem dúvida o considero muitoooo positivo.
Que venha um 2013 cheio de amor para dar e receber!
"Se parasses agora, agora mesmo, o tempo para sempre: serias feliz para sempre?" 
Pedro Chagas Freitas

Nossa, que maldade -.-'


~


O encontro a meio do caminho talvez seja uma das soluções. O irmos somente até à linha central, esperando que do outro lado a resposta seja idêntica só que inversa. »

sábado, 29 de dezembro de 2012

"A vida é feita de oportunidades... Quem vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar!" 
(Dale Carnegie)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Já deu para entender...

Alguém, um dia me disse, que pior do que ser traído, é perceber que para a outra pessoa deixamos de existir. Concordei...porque foi a mim, que à muito o sentimento tinha secado.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dezembro ~

« Dezembro é, e tal como Agosto, aquele mês em que as pessoas vivem. Soltam os tempos presos na pele, guardados na penumbra da espera ansiosa por umas horas perfeitas, que se idealizam por entre os desperdícios dos dias que passam parados em corpos desatentos. Gostamos de olhar de soslaio para as pessoas que correm à nossa volta, de as passajar ao de leve e à distância de um telefonema apressado, de as saber bem e de saúde num desvio imposto pelo cansaço imperfeito que nos come a paciência e nos faz adormecer, todos os dias à mesma hora, com a cabeça deitada em arrumações solitárias. Dormimos sobre o assunto ou sobre outra coisa qualquer, acordamos no outro dia com o entorpecimento igual ao da véspera, arrumamos o rosto ao espelho, abrimos as janelas que nos acordam por fora e descemos as escadas que nos ligam ao mundo, para hibernamos uma e outra vez, guardados até aos dias em que escolhemos viver. Normalmente em Dezembro, tal como em Agosto, vive-se. Descerram-se os corpos aflitos, sorvem-se os licores de um só trago, enfartam-se os estômagos e fervem-se os afectos abandonados nas lareiras que crepitam ao som da música do natal. Na hora marcada abrem-se os embrulhos e afagam-se os ânimos despertos, bebe-se um digestivo e arruma-se a casa, a mesa e o corpo, que espera, já quase adormecido, o Reveillon.
 

( Gosto de Dezembro, o mês do frio. Gosto de Agosto, o mês do calor. Gosto de todos os dias e de todas as horas, e gosto dos instantes que me fazem gente. Não aprecio corridas ou excessos, nem vidas com hora marcada. Às vezes, muitas vezes, também eu corro demais.) »
 


 
« O maior perigo de se gostar muito de algo que se tem não é o de, de um momento para outro, deixar de se gostar muito de algo que se tem; o maior perigo de se gostar muito de algo que se tem é, isso sim, o de, de um momento para o outro, passar a gostar-se muito de algo que não se tem. »
 
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


"Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar".
Alberto Caeiro

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sinto, que por mim uma nova brisa passa!!!

Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal.

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