segunda-feira, 6 de agosto de 2012

 
 
« Como se esquece? Devagar.


O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar
correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. »
  

(Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume')

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